Série
Uma Metáfora e Múltiplos Sentimentos
Convido ao recolhimento e ao silêncio da contemplação — um espaço onde talvez se revele o sentido mais profundo da obra: somos feitos de versões, de fragmentos que coexistem, se atravessam e se transformam continuamente. Diante desse espelho, quem observa se reconhece. A série nasce do impacto provocado por um documentário sobre um grupo argentino que, há mais de duas décadas, se reúne em torno da leitura de Em Busca do Tempo Perdido. Entre eles, o semblante de uma mulher se impôs com intensidade silenciosa — um rosto que, ao mesmo tempo, revelava e ocultava múltiplas camadas de existência. Esse rosto torna-se um campo de investigação pictórica. Reaparece em cada tela como variação e desdobramento. A repetição, aqui, não é insistência: é aprofundamento — não fixa, desloca; não encerra, abre.
Série
Destruição
Uma reflexão atravessada pelos acontecimentos recentes — a pandemia da COVID-19, a Guerra da Ucrânia e as tensões geopolíticas que marcaram o mundo entre 2020 e 2026 —, somada ao avanço do aquecimento global, instaurando um tempo de medo, perda e incerteza. Entre o silêncio e a repetição, a pintura torna-se um espaço de resistência e escuta, onde o humano se revela em sua condição mais vulnerável e, ao mesmo tempo, profundamente sensível.
Série
Amazônia Azul
Nesta pintura, Ita Stockinger revela o lado azul da Amazônia: seus rios sinuosos, seus pássaros em voo, os estuários que se abrem como veias d’água, os vestígios e segredos guardados pela floresta. A geometria clara contrasta com o azul profundo, como se a memória das águas se entrelaçasse ao traço humano, formando mapas de percursos e de pertencimentos.



















